Eu sou a Universal Universal

Minha história

Eu sou o Edmilson Gonçalves. Sou competidor de montaria em touro. Eu sou a Universal!

É um esporte que exige muita dedicação, treino e a disciplina.

 

A garganta dele estava terrivelmente seca.

Talvez fosse pela poeira que subia da estrada de chão batido e grudava no lábio seco do rapaz de espinhas no rosto e barba rala. Ou seria pelo sol a pino que maltratava a terra rachada pela estiagem?

Percorrer aqueles 20 km de bicicleta parecia ainda mais longos naquele dia.

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Mas algo além das forças nas pernas do rapaz empurrava os pedais. Algo mais forte que a sede, que o calor, que barriga vazia, que a falta de recursos.

Alguns chamavam de teimosia, mas para Edmilson Gonçalves essa força extra sempre teve nome: perseverança, a capacidade que ele sempre teve de se manter firme mesmo sob imensas adversidades.

Não fosse assim, recém-saído da adolescência, quando dava os primeiros passos na carreira de cowboy, talvez ele teria desistido daquela viagem de bicicleta para participar de um rodeio de menor expressão, para tentar ganhar experiência e algum dinheiro para sobreviver.

Para ser um competidor e arriscar-se na montaria de um touro é realmente importante uma boa dose de obstinação. Cada tombo é sucedido por uma nova tentativa. Subir, cair e levantar, para começar tudo novamente.

Na verdade, a labuta de Edmílson nas arenas de rodeio é uma boa metáfora de sua própria vida.

Passado difícil

As brigas constantes e a separação de seus pais marcaram sua juventude. As panelas vazias em casa obrigaram-no, ainda menino, a trabalhar.

E foi brincando que descobriu a paixão pela montaria.

Chegava a treinar seis vezes por dia para ganhar experiência. Eram horas e horas de saltos e tombos que deixavam marcas e hematomas doloridos. Aos 15 anos, sofreu um acidente mais grave. Montando em um garrote – touro mais novo e leve – o animal caiu sobre Edmílson fraturando dois ossos da perna do cowboy. Foi uma lenta e difícil recuperação, que também deu a ele o apelido pelo qual é conhecido no esporte: Perninha.

Mas Edmílson não desistia. Pelo contrário. Todo esforço e dor o estimulavam.

Os 8 segundos mais perigosos do esporte

Nem todos podem praticar este esporte. Para participar de rodeios, os atletas precisam passar por uma fase de aprendizado, com a supervisão de praticantes mais experientes. Somente com uma sólida experiência adquirida e completamente familiarizados com os touros, os atletas são liberados para montar e competir.

Para resistir sobre um touro forte e indomado pelos 8 segundos obrigatórios no regulamento, é essencial conhecer seus limites e saber como se segurar. Em uma competição profissional, vence a disputa quem consegue cumprir este tempo com o melhor desempenho do touro em intensidade, pulo, giro, coice e grau de dificuldade. Já o peão tem sua performance avaliada a partir do domínio do animal, bem como por seu posicionamento e estilo.

“É um esporte que exige muita dedicação, treino e a disciplina. É importante praticar muito”, explica o cowboy.

Há quem diga que o desejo do homem de competir contra um touro é tão antigo quanto a montaria a cavalo. Para os amantes deste esporte, é uma experiência que proporciona uma emoção única.

As grandes emoções

Foi essa insistência que o levou ao campeonato brasileiro da modalidade, em 2012, “um dos momentos mais marcantes na minha carreira”, lembra Edmilson. “Montei num touro que não era tão bom e tive que trocar por outro animal. Assim, fui para o meu desafio: ganhar aquele campeonato. Felizmente, naquele dia, o adversário caiu do touro. Como eu estava em segundo lugar, fui consagrado campeão”, recorda.

Na arena da vida

Quando a vida se apresentava difícil de domar para Edmilson, ainda um adolescente genioso, briguento e nervoso, ele chegou à Universal.

Para o cowboy, “foi uma faculdade onde aprendi a usar a fé”. Daquele dia em diante, Edmílson traçou seu destino rumo ao sucesso.

Campeão australiano na montaria de touros, Edmílson já venceu nessa modalidade em 10 municípios brasileiros , a maioria entre São Paulo e Minas Gerais.
Agora, ele quer mais. Almeja o campeonato mundial da modalidade.

E não duvide do perseverante Edmílson. Cowboy, ele já conquistou o Brasil e a Austrália nas arenas, em cima de touros. Ele tem muita determinação e dedicação. O resto do mundo é seu próximo destino. Ele é a Universal.

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